Construir o futuro com os novos líderes Iniciativas globais


Fonte: #TheWorldWeWant


Advogando que a educação é o instrumento mais eficaz de promoção da equidade, do bem-estar humano e do planeta e que é uma responsabilidade que a escola partilha com a comunidade, um número crescente de centros de ciência e artes, empresas e instituições desenvolve ações que promovem o diálogo entre pessoas de todas as gerações, condições e proveniências, mas sobretudo dos mais jovens, para que as suas ideias e experiências floresçam e influenciem as decisões.


Esta forma participada e colaborativa de liderar e gerir, transformadora das pessoas e sociedade, responde aos desafios da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e Educação para a Cidadania Global, da qual a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) é responsável até 2030 e faz parte da meta 4.7 d’ Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).


A crise gerada pela pandemia Covid-19 obriga as comunidades educativas e instituições a transformar-se pondo no centro da sua reflexão e ação a questão sobre o futuro em termos mais inclusivos e sustentáveis. “Não podemos voltar ao mundo como era antes” e “Agora é a hora de ação coletiva inteligente”, defende a Comissão Internacional sobre o Futuro da Educação.


Estas são 4 iniciativas globais que convocam a participação dos jovens e da comunidade e que contribuem para transformar a sociedade, a governação e o planeta:

1. Europe Talks 2020 organizada por órgãos de comunicação europeus – em Portugal, o Expresso – é um encontro em que milhares de pessoas que não se conhecem discutem, com alguém com uma visão e geografia diferente, o futuro do continente, a partir de temas urgentes da vida política. Dia 13 de dezembro às 14 horas (hora portuguesa) ocorre na internet o encontro ao vivo e cara a cara, numa videochamada com todos os que tenham interesse em partilhar as suas ideias e experiências. Esta é uma iniciativa da presidência alemã do Conselho da União Europeia 2020, realizada em cooperação com a European Cultural Foundation, Allianz Kulturstiftung e Evens Foundation e em parceria com o Goethe-Institut.


2. “Em que mundo queres viver?” (#TheWorldWeWant) é a pergunta de abertura de uma conversa global organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a comemoração dos seus 75 anos (24/10/2020). Associada a um concurso fotográfico reuniu mais de 50 mil fotografias de 130 países (Portugal está representado através da fotografia do fotojornalista Rui Farinha) e criou a exposição em linha que “forma um manifesto visual que ilustra uma vontade coletiva de proteger, curar e regenerar o nosso planeta”, segundo o comunicado da ONU.


3. Teaching Framework for 2030/ Estrutura de Ensino para 2030 corresponde à segunda fase do projeto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) Future of Education and Skills 2030/ Futuro da Educação e Competências 2030. Partindo do princípio que a tecnologia é um valioso instrumento, mas que os professores, tutores, mentores… e os aspetos relacionais do ensino serão determinantes para a aprendizagem, a realização pessoal e o bem-estar dos estudantes, foca-se na questão “Quais são os perfis/ competências dos professores necessárias para ajudar os alunos a aprender e melhorar o bem-estar?” Reconhecendo que os estudantes são responsáveis pela própria aprendizagem e que podem mudar o sistema de educação apela ao seu envolvimento.


4. Futuros da Educação – Aprender a Transformar-se é uma iniciativa lançada pela UNESCO que apela a todos os que têm responsabilidades educativas “para darem prioridade à participação, de um modo geral, dos estudantes e dos jovens, a fim de construir com eles a mudança que eles desejam ver” (quarta ideia do projeto, “Ênfase à participação e direitos dos estudantes, jovens e crianças”). E de que modo podem participar e expressar as suas ideias sobre os futuros da educação? Por exemplo:

- Respondendo a um inquérito de um minuto sobre as suas prioridades;

- Partilhando por escrito a sua opinião;

- Apresentando uma criação artística sobre a sua visão;

- Organizando localmente debates, por exemplo sobre “Aprendizagem virtual vs. escola: o que mais nos influencia?”;

- Ouvindo e influenciando os outros nos debates que a UNESCO está a organizar sobre o tema, alguns em português, como os realizados em colaboração com a Fundação Santilhana.


O tecido do mundo são sistemas dinâmicos inter-relacionados, o poder está fragmentado e os media - sobretudo informais - criam velozmente problemas de dimensão exponencial, incrementando a necessidade de a escola e a biblioteca incentivarem a ação responsável dos jovens na comunidade, no mundo.

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