Luta pela memória e atividade dos museus



Poucos dias decorridos sobre o incêndio que, a 2 de setembro, destruiu o edifício histórico principal e 90% da coleção do Museu Nacional do Rio de Janeiro (20 milhões de itens catalogados), inicia-se uma campanha coletiva de recuperação da sua coleção e atividade, a qual integra:

  • Construção de um arquivo digital da iniciativa da Wikipédia que, na sua conta oficial do Twitter, solicita que as pessoas colaborem na reconstrução enviando fotografias das salas e das peças tiradas no local “para que a memória não se perca também”: #MuseuNacional. Os resultados desta iniciativa podem ser consultados em Wikimedia Commons;

  • Criação, nos jardins do Museu, de um roteiro temporário de Botânica e Zoologia, com recurso a tecnologias interativas, já que o edifício principal foi destruído e era importante não interromper as visitas das escolas ao Museu;

  • Financiamento coletivo (crowdfunding) para reabertura da sala onde fica o primeiro dinossauro de grande porte montado no Brasil (Maxakalisaurus topai, uma das principais atrações turísticas do Museu);

  • Recriação digital, acompanhada de tour virtual do Museu, tal qual existia, com perspetivas de 360º, da iniciativa de uma equipa de profissionais de realidade aumentada, empresários e sociólogos (Seminário Reage Rio! - Movimento 'Juntospelo.rio');

  • Oferta de peças/documentos e outras ações espontâneas dos cidadãos (sorteio de rifas na escola organizado por uma criança, colocação de cartaz alusivo a esta campanha, na Feira Internacional do Livro, por parte de uma empresa…).

No ano em que comemora o seu segundo centenário, estas são formas coletivas de agir e de celebrar o Museu que é património e responsabilidade de todos.

Outras campanhas:

  • Aquisição coletiva de uma obra de arte - “Adoração dos Magos” de Domingos Sequeira - para um museu público, o Museu Nacional de Arte Antiga; a primeira em larga escala ocorrida em Portugal. Ler mais: Jornal Público - "´pôr o Sequeira no lugar certo’ vence prémio de eficácia publicitária* do ano [2016]”.




  • Aquisição partilhada, consumada em 3 dias (dezembro de 2017), do quadro “Busto de Mosqueteiro” (1968) de Picasso, avaliado em 1,7 milhões de euros (o valor foi dividido em 40 mil parcelas de 50 francos suíços, 42 euros), junto de um particular europeu (Qoqa); os 25 mil proprietários podem ver gratuitamente a sua obra no Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Genebra (Suiça); estão previstas visitas virtuais através de uma webcam; o destino da obra deverá ser votado por esta comunidade de internautas.







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