Media Sociais e Política


Sergio Denicoli* em exclusivo para a RBE (clique sobre a imagem e aceda ao vídeo).


As redes sociais são o espaço público comum onde todos nos encontramos e formamos opiniões e tomamos decisões sobre os assuntos que nos interessam e preocupam. Quando se trata de conteúdos políticos estas opiniões podem mudar irreversivelmente o nosso destino comum.


Não obstante a sua forte influência, a emissão de conteúdos nas redes sociais não está sujeita aos deveres de imparcialidade, de contraditório ou mesmo de verificação dos factos. Para além disso, os conteúdos que suscitam maior número de visualizações, comentários e reenvios são frequentemente os que polarizam opiniões com base nos sentimentos de medo e ódio e reforçam preconceitos dominantes. É por isso que a expansão do uso das redes sociais surge associada ao crescimento do populismo* na vida política.


Para que todos possamos tomar, em consciência, decisões livres e informadas temos que estar atentos a estas formas de manipulação e corrupção no espaço público democrático.


** O populismo carateriza-se pelo seu antielitismo, antipluralismo, desaprovação das instituições da democracia representativa, maniqueísmo e ideologia permeável à afirmação de múltiplas identidades.

Ler mais:

Jalali, C. (s.d.). Reconstruindo a casa da democracia europeia (PDF).



*Sergio Denicoli é Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, tendo desenvolvido uma tese sobre a Implementação da TV Digital Terrestre em Portugal. Concluiu também um pós-doutoramento, com investigações na área da regulação da internet. Tem experiência na área da Comunicação (Economia Política da Comunicação e Comunicação Digital) e jornalismo. Entre os livros que publicou encontram-se: TV digital: sistemas, conceitos e tecnologias e Digital Communication Policies in the Information Society Promotion Stage. Foi professor na Universidade do Minho, Universidade Lusófona do Porto e Universidade Federal Fluminense. É investigador do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. Atualmente, é sócio-diretor da AP Exata, uma empresa de tecnologia que utiliza a Inteligência Artificial para realizar pesquisas, diagnósticos e identificar tendências de mercado e que opera em Portugal, Espanha e Brasil.

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